1) As Práticas Mágico Curativas Indígenas nos Tentáculos da Inquisição Portuguesa do Século XVIII

Priscila Gusmão Andrade
Doutoranda – PPGH UFPE
Aluska wanderleya gomes da costa
Mestranda- PPGH UFCG

Este minicurso tem por objetivo levantar um debate sobre questões culturais que começaram a se apresentar desde o inicio do contato luso com os diferentes povos indígenas, no território conhecido como América Portuguesa. Tratando aspectos de como a tradição dos povos nativos e suas práticas mágico-curativas, taxadas de “feitiçarias” incomodou os representantes da religião dominante, os que deveriam salvaguardar a Fé Católica, chegando alguns casos a chamarem a atenção do Tribunal Inquisitorial de Lisboa, o qual era responsável por julgar os crimes de fé que estivessem na alçada da Inquisição, ao longo do território brasileiro. Devemos ter em mente que esse era um Tribunal que agia sobre diferentes tipos de “delitos” que eram vistos enquanto crimes contra a fé católica, e que as distintas tradições étnicas não ficaram salvo guardadas dos tentáculos inquisitoriais. O campo da historiografia brasileira colonial, em ascensão, ainda carece de trabalhos acerca da inquisição e seus vários leques que se faz também presente no mundo dos povos indígenas e seu cotidiano, sendo necessário um maior rebuscamento acerca de tais questões. O minicurso tem pretensão de fazer um esboço sobre a temática que mostre a riqueza e a possibilidade de diferentes trabalhos sobre o assunto, sem excluir as informações sobre o tribunal inquisitorial. E para entendermos tais fatos, recorremos em busca de fontes documentais inquisitoriais do Século XVIII e estudos de casos presentes no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, como também produções bibliográficas existentes, para que desse modo possamos compreender e analisar as diversas práticas desses sujeitos nos tentáculos da Inquisição portuguesa no seu universo colonial.


2) História Ambiental e História Indígena: Possibilidades de Pesquisa no Semiárido Brasileiro

Carlos Alberto Batista dos Santos
Prof. Dr. UNEB Campus Juazeiro/BA
Edivania Granja da Silva Oliveira
Doutoranda USP-UFCG

Por meio de reflexões conjuntas, discutiremos neste minicurso as concepções teóricas e metodológicas da História Ambiental e História Indígena com a intenção de propor aportes de pesquisas interdisciplinares, destacando os povos originários do semiárido brasileiro para que se possa perceber a apropriação da natureza por estes grupos étnicos e suas memórias, sociabilidades, religiosidades e a historicidade dos diferentes ambientes ecológicos onde vivem e ressignificam culturalmente a paisagem de acordos com as suas etnicidades.


3) A Pesquisa Sobre História Indígena: Reflexões Teórico-Meodológicas a Partir da Etno-História e da Micro-História

Marcos Felipe Vicente
Doutorando – UFF

Até as últimas décadas do século XX, a História dos Índios do Brasil foi colocada em segundo plano entre os historiadores. Quando esse tema era abordado nas pesquisas acadêmicas, seu contexto estava situado em um passado distante, colocando o índio como grupo social superado pela civilização e em papéis secundários, meros antagonistas, na história da colonização. A partir do estreitamento dos diálogos entre historiadores e antropólogos, aliado ao crescimento das demandas dos movimentos sociais indígenas, novos estudos têm abordado a temática indígena com o objetivo de reconhecer os índios como sujeitos ativos da história. Esses diálogos acabaram por originar um campo de estudos denominado de Etno-história, que tem nas questões culturais e identitárias seu eixo condutor. Em outro contexto, os diálogos da História Social e da Antropologia, no meio italiano, produziu uma tendência historiográfica, conhecida como Micro-História, que objetiva compreender a complexidade das relações sociais, partindo de contextos microanalíticos para análises de conjunturas mais amplas. Tomando como referência essas duas perspectivas, o objetivo deste minicurso é refletir sobre as possibilidades que a Etno-história e a Micro-história oferecem para o estudo dos povos indígenas e suas diversas relações com as sociedades nas quais se inseriram, analisando-as como procedimentos metodológicos e perspectivas teóricas de análise dos fatos e arranjos dos grupos étnicos com e nas sociedades locais. Objetiva-se construir uma história indígena que leve em conta suas conexões com as sociedades às quais pertenciam, contribuindo para uma compreensão plural dos contextos vividos.


4) Emergências Políticas e Sociais de Povos Indígenas na América Latina: Multiculturalismo e Movimentos Sociais na Colômbia e no Brasil na Segunda Metade do Século XX

Profº Msc. Fernando Roque Fernandes.
Doutorando em História Social da Amazônia.
Universidade Federal do Pará – UFPA

Mauricio Alejandro Diaz Uribe
Antropólogo, Doutorando em História e políticas sociais
Universidade Federal do Espirito Santo. -UFES

Na década de 1990 os povos indígenas foram posicionando seus direitos nas legislações e instituições dos Estados, em um processo histórico de mobilizações e demandas étnicas no âmbito nacional e internacional. Os eixos centrais dessas articulações políticas estiveram (e ainda hoje estão) diretamente relacionadas ao reconhecimento de suas diferenças frente aos processos de assimilação e integração empreendidos pelos Estados. Diante da análise desses fenômenos de emergências étnicas, é possível observar algumas tendências comuns entre as organizações indígenas na América Latina, especialmente no que diz respeito à luta pela terra, o reconhecimento da diferença e da livre determinação. O objetivo do minicurso é apresentar elementos que nos permitam verificar como certos povos indígenas de diferentes países da América Latina, têm desenvolvido processos de emergências políticas e sociais na luta pela conquista e manutenção de direitos. Especificam-te, propomos uma análise que se debruça sobre os movimentos indígenas ocorridos na Colômbia e no Brasil de modo a identificar, conhecer e debater sobre algumas de suas características particulares. A ênfase nos processos sócio-políticos que possibilitaram o reconhecimento constitucional nesses dois países se torna elemento importante, relacionadas ao âmbito das reformas econômicas-neoliberais e de amplitude da participação política através do discurso do multiculturalismo. No entanto, este processo de inclusão ocorre com contradições e mesmo retrocessos, e as brechas na aplicação dos direitos dos povos indígenas, plasmados nas constituições e legislações internas, continuam sendo críticas em contextos de violência, cooptação de seus principais líderes e despojo de seus territórios ancestrais.


5) Arqueologia Paraibana e os Vestígios Culturais dos Povos Indígenas

Thomas Bruno Oliveira
Historiador- Arqueólogo, Mestre em História – UFCG

Vanderley de Brito
Prof. Mestre Históriador-Aequeologo

Em nossos dias, o entendimento do processo histórico não pode ser pensado sem a inter-relação de ciências e temas, que em outrora se apresentavam de forma isolada. Neste sentido, a relação entre Arqueologia, Patrimônio Cultural e Preservação é atualíssima, não sendo possível pensar em arqueologia sem entendê-la como o conhecimento de aspectos culturais do homem através de vestígios que foram preservados até o presente. Assim sendo, este minicurso pretende trabalhar a Arqueologia paraibana e os vestígios culturais dos povos indígenas com o intuito de dar subsídios que possibilitem professores e professoras abordarem a temática em sala de aula.


6) A Colonização e Suas Práticas em Apagar Protagonismos: Os Saberes Indígenas na Construção da Ciências no Brasil Do Século XIX

Letícia Lemes da Silva (Mestre em Ciências Sociais)
Mario Cesar Newman de Queiroz (Prof. Dr. Ufrrj)


Há muitos anos os periódicos se tornaram fontes históricas requisitadas pelos historiadores, e não tardou para serem requeridos por outras ciências humanas como a sociologia, ciência política, antropologia. As abordagens e metodologias são outras, mas não podemos deixar de destacar que os periódicos se tornaram instrumentos analíticos que superaram as fronteiras das ciências. Neste curso pretendemos através de periódicos de caráter científico que circularam no Brasil durante o século XIX, mapear a dinâmica e a circulação dos saberes dos povos índios originários do território que hoje chamamos de Brasil. Os periódicos serão nossos caminhos para traçarmos e compreender a dinâmica da produção de conhecimento no século XIX que teve a participação ativa dos povos indígenas, todavia a interação protagonista dos índios na construção do saber fora apagada em detrimento do exercício da dominação colonial que se apropriou da capacidade e engenhosidade dos povos indígenas para solucionar e suprir as necessidades do colonizador, o qual, enxergava os povos ameríndios como seres inferiores. E em contraponto orientando-nos pela égide da história dos índios em que figuram nomes como Manuela C. da Cunha, Bessa Freire, Jhon Monteiro, Juciene Ricarte, Izabel Missagia Mattos, dentre outros pesquisadores (das mais variadas áreas das ciências humanas) que possibilitaram que os povos índios do Brasil tivessem sua história reescrita de maneira crítica e coesa, possibilitando que esses atores sociais ocupassem na história do Brasil seu lugar de direito, o de protagonistas. Vamos discutir a lógica colonizadora que se apropria da capacidade e engenhosidade dos povo colonizados e posteriormente os transformam em indivíduos menos humanos, justificando assim sua escravidão e objetificação.


7) Escravidão Indígena na América Portuguesa (Séculos XVI – XVIII)

Jean Paul Gouveia Meira
Doutorando em História pela Universidade Federal do Pará, UFPA- FAPESPA

A escravidão indígena, pouco trabalhada pela historiografia nacional, visava solucionar duas grandes necessidades da colonização portuguesa na América: a questão militar (defesa do território) e o suprimento de mão-de-obra, notadamente, para as lavouras de cana-de-açúcar nas capitanias do norte do Brasil, dentre elas a Capitania Real da Paraíba. Nas sociedades indígenas, antes da chegada dos europeus na América, os cativos não possuíam a condição de escravo imposta pela colonização portuguesa, pois serviam para fins rituais de acordo com a dinâmica interna de cada povo. O processo de colonização, ao longo dos séculos XVI e XVIII, alterou significativamente a condição do cativeiro indígena para finalidades produtivas. Nesse sentido, o presente minicurso tem como objetivo geral discutir a temática da escravidão indígena levando em consideração a permanência dessa prática ao longo de todo o período da colonização portuguesa na América, ao contrário do que costumou-se afirmar de que a mesma teria sido substituída pela mão-de-obra escrava africana, bem como apontar bibliografia e fontes que possibilitem novas pesquisas.


8) A Lei 11.645/08 e as Questão Indígena e Negras no Ensino de História

Janailson Macêdo Luiz
Doutorando em História da USP
Prof. Mestre da UNIFESSPA

Esse minicurso objetiva construir um espaço de reflexão e aprendizagem sobre a efetivação da Lei lei 11.645/08, suas possibilidades e dificuldades de aplicação em sala de aula , especialmente no ensino de história nas escolas públicas. A tornou obrigatório o ensino da história e cultura indígena nas escolas públicas e privadas do Brasil. A prescrição legal cria expectativas em saldar dívidas dos currículos oficiais por parte das populações indígenas que vivem no Brasil, suscita reformulações tanto no âmbito escolar quanto no acadêmico e ao mesmo tempo encontra resistência em romper com a tradição escolar. Mesmo em situação de extrema opressão, indígenas desenvolveram formas de agir no mundo colonial e pós-colonial e os movimentos sociais indígenas de hoje reivindicam seu reconhecimento como sujeitos históricos e da mesma forma reivindicam suas memórias, (re) contando suas histórias. Diante disso, temos como objetivo nesse minicurso refletir sobre a história indígena e a sua importância, articular a lei 11.645 no ensino de história e inserir novas formas de abordagem sobre a temática.


9) Catálogo Geral dos Manuscritos Avulsos e em Códices Referentes à História Indígena e Escravidão Negra no Brasil: Um Novo Instrumento de Pesquisa, Novas Possibilidades e Caminhos Para a Pesquisa Histórica Nacional

Josinaldo Sousa de Queiroz (Doutorando UFPE)
João Eudes do Nascimento Alves (Mestrando UFCG)

O Projeto Catálogo Geral dos Manuscritos Avulsos e em Códices Referentes à História Indígena e Escravidão Negra no Brasil, realizado pela Fundação Parque Tecnológio – PaqTcPB em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande – UFCG e com apoio da Petrobrás Cultural, apresentou no ano de 2016 os resultados de uma longa jornada de quatro anos de arrolação e organização de verbetes e imagens documentais microfilmadas, disponíveis em dois catálogos impressos (livros) e digitais (CD’s e DVD’s). Sendo assim, entra-se numa etapa não menos importante, a saber, a de divulgação e distribuição desses instrumentos de pesquisa nos mais diversos campos de pesquisa científica nacional, com o objetivo maior de promover a acessibilidade. Partindo desse pressuposto, este minicurso se propõe a contribuir com um saber técnico sobre os usos desse material: apresentação dos instrumentos de pesquisa impresso e digital, utilização de palavras-chave tanto para a pesquisa sobre história indígena quanto afro-atlântica e explicação de alguns termos e siglas técnicas. Nossa premissa é promover o incentivo à investigação histórica desses homens e mulheres negras e indígenas, valorizando a diversidade cultural desses povos e ampliando o acesso aos seus bens histórico-documentais.


10) A Escola Como um Espaço de Resistência e Protagonismo Social: os Desafios na Implementação da Lei 11.645/2008

Cibelle Jovem Leal
Mestre em História – UFCG

Pensar a instituição escolar como um espaço de problematização e de contribuição para/no protagonismo social. A escola torna-se um mecanismo de promoção de debates, reflexões e construções de saberes, que atua na luta por equidade de direitos entre os diversos grupos sociais. Assim, temos a escola enquanto espaço cultural e plural onde se faz necessário discutir o respeito à diversidade humana. Nesse sentido, a implementação da Lei 11.645/08, que insere a obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Indígena no currículo escolar objetiva atender uma demanda sócio-histórica das etnias indígenas, que foram negligenciadas ao longo do processo de formação educacional brasileira. No entanto, apesar de uma década da obrigatoriedade das temáticas indígenas nos conteúdos escolares, muitos/as docentes encontram dificuldades ao trabalhar com a temática supracitada. E, esse minicurso compreende a necessidade de abordar as metodologias de ensino que versam sobre a história e cultura indígena, ao mesmo tempo, em que pretendemos debater a importância dessa lei como instrumento de discussão para o fortalecimento e reconhecimento das lutas dos movimentos indígenas e o fortalecimento de uma educação para a alteridade.


11) Agências Indígenas nas Capitanias do Norte: Facetas do Poder Político e Religioso na América Portuguesa (Séculos XVII E XVIII)

Gláucia de Souza Freire
Doutoranda – UFPE

Na medida em que a colonização na América Portuguesa atravessava os séculos, as agências indígenas se proliferavam também a partir dos aldeamentos missionários. Das fugas às representações perante a Coroa, passando por conflitos armados e reafirmação de práticas culturais, grupos aldeados promoviam agências e negociações diante das autoridades civis e eclesiásticas. Nas capitanias do Norte, desde fins do século XVII, as disputas pela administração dos aldeamentos se intensificaram devido à posição estratégica que advinha da disponibilidade em menor custo de mão de obra indígena para as fazendas de gado e engenhos. Missionários e fazendeiros teciam, nessa esteira, redes de poder que alimentavam a dinâmica social e econômica, ao passo em que os indivíduos aldeados usavam de táticas para burlar o domínio das autoridades civis e eclesiásticas. Esse movimento não implicava apenas conflitos, mas abarcava alianças, em relações interétnicas marcadas por agências e negociações não raro relatadas em correspondências oficiais trocadas entre as autoridades administrativas no Brasil e o Conselho Ultramarino de Portugal. A partir dessas correspondências, mas também de relatos de viagens, iconografia e das legislações coloniais, o presente curso visa discutir as atuações indígenas nas capitanias do Norte, entre os séculos XVII e XVIII, destacando-as como elemento essencial para a análise acerca do entrelaçamento entre religião e política na América Portuguesa.


12) Questão Indígena no Brasil: O Ensino das Culturas Indígenas para as Crianças

Lana Camila Gomes de Araújo
Mestranda em História - UFCG

Este minicurso objetiva discutir a questão indígena no processo de letramento das escolas públicas e privadas e através de oficinas informar como os professores devem desenvolver o tema com os seus educandos. Com relação às culturas e histórias dos povos indígenas no contexto de letramento, devemos nos questionar como trabalhar com essa temática com as crianças, já que, muitas vezes, os próprios professores, em sua maioria, não revelam leituras e conhecimentos sobre o tema indígena. Muitas vezes, a visão que os docentes tem dos povos indígenas é a mesma da sociedade mais ampla, que os observam de maneira descontextualizada, enxergando-os sob um rótulo genérico. Ao longo da história inventou-se o protótipo de um tipo de índio: ora o “bom selvagem”, dos escritos de José de Alencar; ora o indígena arredio, denominado Tapuia “comedor de gente”, constantemente referenciado nos escritos coloniais; ou, ainda, a visão que o indígena não gosta de trabalhar, pois é “naturalmente preguiçoso”. Estas imagens deturpadas, como muitas outras, perpassaram gerações e se instalaram, praticamente, em todo o imaginário coletivo brasileiro. É necessário que se ensine à criança, desde a mais tenra idade, que estes povos são partes integrantes da formação das identidades culturais de nosso país, e que se incluem na história do tempo presente.


14) A Gestão Territorial em Terras Indígenas

Marianna de Queiroz Araújo (Mestre em Antropologia (PPGA\UFPB)
Luan Cardoso de Menezes Potiguara (PROLIND\UFCG)

Neste curso pretende-se analisar a gestão territorial em terras indígenas, combinando a dimensão política e de planejamento do território, com a dimensão ambiental de ações de etnodesenvolvimento calcadas na proteção e conservação dos recursos ambientais. Considerando as atividades produtivas praticadas, os impactos e conflitos socioambientais vivenciados no território e as perspectivas sobre o uso dos ambientes, com problematizações acerca das condições e dos constrangimentos estruturais e procedimentais desenhados a partir de contextos históricos, baseados no estabelecimento e manutenção de relações sociais fortemente hierarquizadas. Território é, assim, uma categoria chave para pensar as relações entre poder, cultura e organização social e, mais especificamente, entre Sistemas Políticos (estatais-centralizadores versus Sistemas Políticos Sem-Estado/descentralizadores). O ponto de partida são os embates entre as instâncias administrativas e econômicas de controle, as tensões entre estratégias de gestão indígenas e não indígenas, conhecimento técnico e decisão política, entre outros aspectos abordados a partir de casos concretos e de relatos de experiências.


15) Religiões Afroamerindias no Brasil: Hibridismos, Tolerância e Etnicidade.

José Pereira de Sousa Júnior
Prof. Dr. - UEPB/NEAB-Í/UFRN/UFCG
Jessica Kaline Santos Vieira
Mestranda - PPGH / UFCG
Natiele Fernanda de Sousa Barbosa
Mestranda - PPGH / UFCG

Em pleno século XXI, ainda é possível encontrar em varias partes do Brasil e em outros países das Américas crimes e atentados relacionados à intolerância religiosa, motivados e agravados pelo avanço conservador, preconceituoso, e do desconhecimento no que diz respeito as religiões de matriz africana e indígena. Dentre as religiões existentes no Brasil, por exemplo, as “afro-ameríndias” são as que sofrem mais preconceito e discriminação, perpassando questões raciais e de género. Sendo assim esse mini-curso pretende apresentar e discutir as Religiões Afro-ameríndias no Brasil levando em consideração os hibridismos culturais e étnicos que as formam e a relação de (in) tolerância e aceitação dessas religiões no que diz respeito as diversidades existentes no Brasil e no mundo. Nesse sentido, faz-se necessário o amplo debate concernente ao estudo destas religiões buscando desnaturalizar os preconceitos, levando a construir um espaço de debate provocativo sobre a etnicidade presente nas religiões afro - ameríndias.

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