1) Escravidão Indígena e Escravidão Negra: Agências Conectadas nos Espaços Coloniais

Profa. Dra. Patricia Melo Sampaio (UFAM)

A experiência da escravidão conectou populações nativas e africanas por largos períodos temporais e em diferentes espaços do mundo colonial. De modo cada vez mais sistemático, a historiografia tem se empenhado em mergulhar neste universo de possibilidades investigativas para deslindar a construção de categorias racializadas, trajetórias, processos de recrutamento e experiências compartilhadas no cotidiano do trabalho, a construção de redes de solidariedade e a redefinição de identidades. A proposta desta mesa é contribuir para o aprofundamento deste importante debate.


2) Políticas Indigenistas e Indígenas Entre os Séculos XVI ao XIX no Brasil e na América Latina: Suas Especificidades Diante das Relações Interétnicas e Poderes Locais

Profa. Dra. Mariana Albuquerque Dantas - UVA
Profa. Dra. Juciene Ricarte Apolinário - PPGH-UFCG, Brasil | CHAM-UNL, Portugal

Diante da diversidade dos povos originários do Brasil e, notadamente, da América latina, das diferentes inserções dos povos indígenas e suas reações aos colonizadores portugueses e espanhóis, as tentativas de aplicações de leis gerais para o conjunto dos povos indígenas nas américas portuguesa e espanhola foram muitas vezes burladas. Do século XVI ao XIX, as políticas indigenistas espanholas e portuguesas sofreram alterações e adaptações para atender às demandas indígenas e as condições regionais. Para tanto este grupo de pesquisa pretende ser um espaço de discussões e apresentações comunicações orais e em pôsteres que revelem a ressignificação das políticas indigenistas portuguesas e as influencias decisivas do protagonismo indígena e suas agencias ora buslando, ora utilizando os códigos legais para seus próprios interesses de acordo com as suas etnicidades.


3) Reconhecimento dos Territórios Indígenas na América: Lutas, Conquistas e Retrocessos Entre OS Séculos XX aos Dias Atuais

Prof. Dr. Estevão Martins Palitot (UFPB)
Profa. Dra. Kelly Oliveira (UFPB)
Profa. Dra. Rita Neves (UFRN)

Reconhecimento e regularização de terras e territórios indígenas: lutas, conquistas e retrocessos contemporâneos. O processo de reconhecimento e regularização das terras e territórios indígenas ganhou Marianagrande impulso com a adoção de agendas políticas progressistas (meio ambiente, valorização da diversidade cultural, reforma agrária e autonomia política) nas constituições dos países americanos desde as décadas finais do Século XX. Notadamente em países sul-americanos, estas agendas foram acompanhadas de intensas mobilizações indígenas que resultaram em políticas públicas diversas e na garantia de inúmeros territórios indígenas. Este GT pretende reunir trabalhos que analisem do ponto de vista jurídico, antropológico, histórico e ambiental os atuais processos de regularização territorial indígena, suas conquistas e impasseGT 5 –Reconhecimento e regularização de terras e territórios indígenas: lutas, conquistas e retrocessos contemporâneos. O processo de reconhecimento e regularização das terras e territórios indígenas ganhou grande impulso com a adoção de agendas políticas progressistas (meio ambiente, valorização da diversidade cultural, reforma agrária e autonomia política) nas constituições dos países americanos desde as décadas finais do Século XX. Notadamente em países sul-americanos, estas agendas foram acompanhadas de intensas mobilizações indígenas que resultaram em políticas públicas diversas e na garantia de inúmeros territórios indígenas. Este GT pretende reunir trabalhos que analisem do ponto de vista jurídico, antropológico, histórico e ambiental os atuais processos de regularização territorial indígena, suas conquistas e impasses.


4) Missões Religiosas e Povos Indígenas na América: Séculos XVI ao XXI

Profa. Dra. Fernanda Sposito – Pós-Doutoranda - USP

Este grupo de trabalho pretende abrir um espaço para em conjunto construir reflexões sobre a presença de missões religiosas cristãs entre os povos indígenas de todo o Brasil e, notadamente na América Latina, entre os séculos XVI aos dias atuais. O processo de inserção das missões religiosas entre os povos indígenas se iniciou no momento mesmo da colonização do Brasil pelos portugueses e dos outros países da América Latina pelos espanhóis. O quadro atual em que ocorre esta presença é complexo e envolve um conjunto muito heterogêneo de missionários católicos e evangélicos. Estas, por sua vez, reproduzem no contexto das missões entre os índios as suas características de agentes religiosos relativamente independentes, multiplicando-se em diversas igrejas e denominações, com as respectivas diferenças em sua teologia, modo de atuar, converter. No entanto, desde o século XVI que os povos indígenas e a sua complexa diversidade, vem construindo espaços de agenciamentos diante dos missionários e de acordo com as suas etnicidades e histórias de contatos.


5) Experiências do Ensino e Pesquisas da Educação Superior Indígena na América Entre os Séculos XX e XXI

Prof. Dr. José Gabriel Silveira Corrêa (UFCG)

Este grupo de trabalho objetiva tratar da educação superior indígena no Brasil e, notadamente, na América Latina, e pensar os avanços, retrocessos que vem orientado as políticas e as práticas desse nível de educação. Portanto pretende-se abrir espaços para a apresentações de comunicações que permitam discussões contextualizadas a partir de situações vivenciadas em toda a América Latina, considerado o dinamismo que a área educacional intercultural indígena protagoniza. Refletir sobre os desafios implícitos nos debates acerca da formação de indígenas no ensino superior. Considera-se para isso a busca dos movimentos indígenas pela obtenção de conhecimentos necessários para redefinir a presença indígena no Estado no Brasil e para entender as formas político-sociais não indígenas, de modo a superá-las entre os séculos XX e XXI.


6) Direitos Indígenas e Direitos Humanos na América Entre o Século XX aos Dias Atuais


Prof. Dr. Fernando Antonio de Carvalho Dantas – UFG
Profa. Dra. Hermilia Feitosa Junqueira Ayres

El nuevo constitucionalismo latinoamericano, principalmente en Ecuador y Bolivia, significa rupturas paradigmáticas, categoriales y conceptuales en el ámbito de los derechos de los pueblos indígenas particularmente en los conceptos de los sujetos, de las relaciones, del estado, de la democracia, del territorio, del derecho y del conocimiento. Reconoce los saberes indígenas, los modos de ser, hacer, bien vivir y gobernar configurados en las categorías sumak kawsay, suma qamaña, ñanderekoque llenan de sentido los derechos de la pachamama. En el ámbito de la participación, mas allá de los roles de la democracia participativa, la forma comunitaria significa una transformación estructural y constituye un modo procedimental para la compleja y plural producción normativa con diferentes y específicas formas de democracia.


7) Histórias Indígenas e Perspectivismos Ameríndios

Prof. Dr. Carlos Paz (FCH-UNCPBA/ Argentina)
Prof. Dr. Giovani José da Silva (Unifap/ Brasil)

A História Indígena tenta recuperar e reposicionar no debate historiográfico não apenas perspectivas nativas sobre o curso dos acontecimentos, mas pretende a construção argumentativa das mesmas partindo de categorias analíticas projetadas pelos mesmos atores para explicar a realidade social envolvente – uma realidade social que excede em muito o que os ocidentais consideram como material. Enquanto isso, o perspectivismo – que tem obtido uma maior recepção dentro da Antropologia – sugere, a partir de diferentes abordagens, explicar os modos de existência dos nativos com suas correspondentes filosofias, assim como resgatar o ponto de vista dos nativos partindo de sua própria perspectiva das relações sociais construídas e refletir sobre as relações entre humanos e não-humanos consideradas como animismo. Nos últimos anos o perspectivismo atingiu, usando uma descrição técnica refinada da complexidade ontológica do mundo indígena, a estranheza. O perspectivismo, como uma forma de história indígena é uma metodologia que visa deixar de lado formas eurocêntricas de traduzir/ explicar processos históricos dado que no exercício de tradução alguns sentidos são obliterados ou mesmo alterados, por quem faz a tradução/ explicação, dependendo do destinatário do discurso. Esta forma de trabalho é uma proposta que excede em si mesmo a História tal como é geralmente concebida, uma vez que obriga a repensar noções de temporalidade assim como o marco temporal próprio da disciplina tal como a entendemos a partir de uma noção temporária e material normativa. O objetivo do GT, em conformidade com esta definição mínima, é convocar trabalhos de pesquisa originais, com base na análise de pesquisa de documentação não inédita/ inédita ou em trabalhos de campo, que forneçam resultados ou propostas de pesquisa que visam a discutir o potencial heurístico das categorias nativas, que ultrapassem as de cunho eurocêntrico. A incorporação das categorias próprias do mundo nativo não só permitem uma renovação conceitual, mas também disponibilizam ao pesquisador novos campos de problemas para sua investigação dado que partindo delas se pode acessar a diferentes noções de corpo e pessoa, bem como lógicas e temporalidades múltiplas que, do ponto de vista nativo, transcendem e desconfortam as distinções acadêmicas.


8) Povos Indígenas da América Entre o Século XVI e o XXI: Processos de Mestiçagens, Questões Religiosas, Identidades e Reconhecimento.

Dra. Ofélia Maria de Barros - UEPB/NEAB-Í/CG
Antônio Pedro Ferreira da Silva – Procurador Federal

O presente Grupo de Trabalho tem como foco os estudos dos processos resultantes do encontro entre os nativos brasileiros “indígenas”, o europeu e o africano, no período que compreende do século XVI aos dias atuais. Como eixo norteador, propomos a reflexão em torno das questões das mestiçagens, isto é, as misturas decorrentes do encontro cultural, mais especificamente no que concernem as práticas religiosas, que a luz de uma interpretação tradicional, promoveu a desintegração de uma identidade étnica do sujeito “nativo/índio”, e que nos processos atuais resultante das politicas publicas de reconhecimento dos territórios remanescentes indígenas, pauta-se entre outras pré-condições, pela construção/definição de uma identidade indígena. Em decorrência das ameaças aos Direitos Humanos e as garantias constitucionais dos povos indígenas, no atual governo brasileiro, amplia-se o debate acerca dos caracteres que definem um sujeito “índio, índia”. Isto é, o que significa ser índio no Brasil de hoje. Considerando o que propõe o Estatuto do Índio (Lei 6.001/73) que define, em seu artigo 3º, indígena como: “... todo indivíduo de origem e ascendência pré-colombiana que se identifica e é identificado como pertencente a um grupo étnico cujas características culturais o distinguem da sociedade nacional.". Propomos a investigação acerca da reflexão em torno dos elementos míticos, mágicos e religiosos, que se hibridizou ao longo desses quatro séculos e sobremaneira se desarticulou no contexto da ocidentalização, e como a retomada dessas práticas os/as situam do ponto de vista político.


9) Diretório dos Índios e sua Diversidade de Execução nas Diferentes Capitanias do Brasil e Grão Pará e Maranhão Entre os Séculos XVIII e XIX

Profa. Dra Vania Maria Losada Moreira - UFRRJ
Prof. Dr. Francisco Cancela - (UNEB)

A instituição do Diretório dos Índios para reger a vida dos nativos, primeiro no Grão Pará e Maranhão e pouco depois em todo território da América Portuguesa, é um tema historiográfico relativamente novo, mas cada vez mais investigado pelos pesquisadores do campo. Enquanto as interpretações clássicas sobre o tema frequentemente salientam os efeitos disruptivos e deletérios da nova legislação sobre a organização social e política dos indígenas aldeados no perímetro colonial, as novas abordagens revisitam o tema em busca do protagonismo indígena e das novas formas de organização social, política e identitária desenvolvidas entre eles durante a vigência do Diretório. O objetivo deste simpósio é atrair os pesquisadores do tema e incentivá-los a fazer um balanço sobre o estado da arte nos recortes temporais, espaciais e /ou étnicos de suas investigações.


10) O Ensino da Temática Indígena e os 10 Anos da Lei Nº 11. 645/20008: Experiências, Discussões e Propostas

Prof. Dr. Edson Silva – UFPE/ PPGH-UFCG
Prof. Dr. João Paulo Peixoto Costa-IFPI

A Lei nº 11.645/2008 resultou de um conjunto de mobilizações que provocaram mudanças e significativas conquistas de direitos sociais nas últimas décadas no Brasil. A citada Lei determinou o ensino da história e culturas indígenas na Educação Básica, também exigindo mudanças na abordagem da temática indígena nas instituições de formação de professores, inclusive as universidades. O pais vem vivenciando um outro contexto sociopolítico, em muito marcado por retrocessos do ponto de vista legal e das politicas públicas educacionais. Passados 10 anos da promulgação da Lei nº 11.645, se faz necessário avaliações sobre os significados e impactos nas ações educativas e práticas pedagógicas. Discutindo temas tais como, as imagens e discursos sobre os índios, problematizando a formação inicial e continuada específica docente, a produção e circulação de subsídios didáticos, os acervos disponíveis em bibliotecas escolares, as participações dos indígenas nos processos de implementação da Lei. Este Grupo de Trabalho pretende, portanto, reunir e discutir estudos, pesquisas em andamento ou concluídas, bem como apresentações de experiências , nas várias áreas do conhecimento, nos diferentes níveis de ensino, sejam em instituições públicas e/ou privadas sobre o ensino da temática indígena.


11) Autonomias, Etnicidade e Nação. Os Novos Movimentos Indígenas na América Latina a Partir de 1980.

Antonio Carlos Amador Gil – UFES – This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
Celso Gestermeier do Nascimento – UFCG - This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Este grupo de Trabalho tem como objetivo discutir os caminhos percorridos pelos movimentos indígenas latino-americanos a partir da década de 1980, quando há a emergência de novos movimentos indígenas que reivindicam a livre-determinação, elaboram novos projetos de autonomia e, consequentemente, novas formas de pertencimento ao Estado-nação. Se no processo de formação dos Estados latino-americanos houve a construção mitificada da nação, hoje esta ideia de nação é contestada por um processo de reafirmação de novas identidades que articulam formas renovadas de sociabilidade e pertencimento. Este GT pretende discutir a questão indígena na América Latina Contemporânea, as relações e tensões que a etnicidade impõe à ideia de nação e de identidade nacional, os diversos processos autonômicos indígenas assim como a discussão mais ampla sobre autonomia em relação ao Estado e aos partidos políticos. O GT pretende, de uma forma ampla, analisar os movimentos antissistêmicos e anticoloniais impulsionados pelos movimentos indígenas nas sociedades latino-americanas e discutir os diversos processos de resistência, as lutas e conquistas dos novos movimentos indígenas, assim como seus limites, problemas e desafios.


12) Patrimônio Cultural e Questões Indígenas: Arquivos, Museus e Bibliotecas na Tessitura das Memórias

Sônia Mattos – UFES

Esse Grupo de Trabalho objetiva suscitar debates sobre tecituras de tramas distintas de instituições dedicadas à memória Patrimônio Cultural e questões indígenas registrados no Brasil e em diferentes países latino-americanos. Nas últimas décadas surgiram projetos estratégicos para pensar o patrimônio indígena, enquanto estratégias de valorização das memórias, histórias dos povos originários. Iniciativas dos próprios povos indígenas que vem tendo a colaboração de programas supranacionais e de órgãos nacionais, universidades, organizações indígenas, organizações não-governamentais. A execução de projetos culturais sobre questões indígenas envolve, sempre, complexas negociações, mas afins e convergentes, e de interesse principalmente dos protagonistas quanto de não-indígenas acadêmicos e estudiosos do universo das instituições de memória (Arquivos, Museus, Bibliotecas) e questões.


13) História Ambiental e Etnohistoria Indígena

José Otávio Aguiar (Pós-Doutor – UFCG)
Taciana de Carvalho Coutinho (Doutora – UFAM)

O GT convoca a participação de pesquisadores cujos trabalhos contribuam para o debate das temáticas ambiental e indígena. A partir da segunda metade do século XX, os temas ambientais receberam especial atenção em nível mundial, mobilizando e interagindo saberes. Em resposta a essa crescente preocupação a História Ambiental tem facilitado o encontro das ciências naturais e sociais com objetivos focados na construção de diálogos a partir de estudos da identidade étnica, uso e manejo de recursos naturais, saberes e conhecimentos tradicionais, dentre outros. O objetivo desse GT será promover diálogos e encontros entre pesquisadores dedicados ao estudo das relações entre natureza, cultura, história e etnia no contexto das sociedades e de suas relações com o Planeta, abordando a fortuna crítica que interrelaciona tais saberes e temáticas.


14) Protagonismo Indígena e Inquisição na América

Almir Diniz de Carvalho Júnior
Prof. Dr. Universidade Federal do Amazonas

O protagonismo indígena na história da América portuguesa parece ter se tornado invisível na maioria dos registros das autoridades e dos missionários da colônia, ao menos, assim pensava a historiografia tradicional. Apesar desse possível limite, através de uma metodologia mais atenta, que envolve um mergulho nas contradições das narrativas e nas descrições das diferenças, a nova história indígena tem conseguido, nos últimos anos, avanços significativos. Esses avanços se fizeram presentes em razão da leitura das lógicas narrativas dentro do próprio sistema em que foram produzidas - considerando seus padrões de representação e o campo semântico em que estavam inseridas. No caso dos registros do Tribunal do Santo Oficio, pela própria natureza da fonte, há um conjunto maior de indícios e informações sobre a ação dos indígenas, em particular, dos índios cristãos. Elas eram apuradas com um rigor mais profundo, se compararmos com os outros registros acima mencionados. Isso se dava, porque era necessário inquirir em detalhes todos os casos suspeitos em busca de seu caráter herético. Por essa razão, com o auxílio da etnologia e do cotejamento de outras fontes históricas, os registros inquisitoriais tornaram-se, nos últimos anos, fontes de uma enorme riqueza por permitir revelar a participação significativa das populações indígenas na produção da história. O grupo de trabalho aqui proposto busca congregar pesquisas e reflexões sobre o protagonismo indígena registrado nessas fontes inquisitoriais, que tornam visíveis as agências indígenas de forma mais nítida, seja no campo das suas práticas religiosas, dos seus comportamentos morais ou das suas ações políticas.


15) Indigenas e Quilombolas no Brasil: Resistência, Identidade, Cultura e Tradição

Dr. José Pereira de Sousa Junior (UEPB / NEAB-Í /UFRN / UFCG)
Dr. Waldeci Ferreira Chagas (UEPB / NEAB-Í)

Não é de hoje, a existência da relação entre indígenas e quilombolas, pois desde a época em que os negros fugindo da escravidão, chegaram até as terras habitadas pelos índios e ali fundaram seus quilombos. Desde então, mantiveram uma convivência ora de troca, ora conflituosa que trouxe aprendizados mútuos e trocas culturais, influenciando tanto o modo de vida indígena, quanto o das comunidades quilombolas que ali se constituíram. Retomando essa antiga aliança, índios e quilombolas se reúnem hoje em torno de uma causa comum: a defesa de seus territórios que se encontram ameaçados pela demora na regularização fundiária, assim como sua resistência e afirmação de suas tradições culturais. Neste sentido, este simpósio temático tem como objetivo congregar trabalhos em andamento ou concluídos sobre esta temática, tornando este simpósio um espaço de debate construtivo para pensarmos e analisarmos as diferentes conjunturas politicas, econômicas, sociais, religiosas e culturais sobre indígenas e quilombolas no Brasil.


16) História Indígena e Arqueologia nas Américas

Prof. Dr. Jorge Eremites de Oliveria-UFP

Desde os anos 1990, sobretudo, a história indígena constituiu-se em um importante campo interdisciplinar para a reflexão historiográfica e para a produção de estudos sobre o processo histórico e sociocultural dos povos indígenas e do indigenismo no Brasil, levando em consideração os campos da História, Arqueologia e antropologia. Em outros países das Américas esta tradição é mais antiga e igualmente relevante. Abrange estudos feitos por etnólogos/as, etno-historiadores/as, educadores/as, arqueólogos/as e outros/as pesquisadores/as, os/as quais trabalham com diferentes temporalidades, historicidades, etnicidades, problemas e perspectivas teórico-metodológicas. Neste sentido, o presente simpósio temático tem o propósito de ser em um espaço plural para a apresentação de trabalhos concluídos ou em estágio avançado de desenvolvimento, voltados à socialização de saberes e o debate sobre temas relativos à história indígena e o diálogo com as pesquisas arqueológicas no Brasil e em outros países da América Latina.

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